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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu e o Paul sabíamos

Ah, não ouso mais brincar com as profecias desse polvo, o Paul, que não errou nenhuma previsão nesta Copa do Mundo. Meio como brincadeira, vá lá, embora o futebol sempre carrega suas superstições, mas digamos que era preciso ter muitos tentáculos para cravar, na lata, a vitória da Espanha sobre a Alemanha.
Tratava-se de um clássico do futebol, é verdade, e como já disse o filósofo da bola, Dadá Maravilha, “clássico é clássico e vice- versa”. Nem é o caso de classificar a vitória espanhola como zebra, longe disso. Afinal, a atual campeã da Europa é a Espanha e ganhou esse título por derrotar na final a mesma Alemanha que acabou de vencer, agora pela Copa do Mundo, por 1 a 0. Gol de Puyol.
O que surpreendeu foi o baile que a Espanha deu na Alemanha. Irreconhecível (terão tremido os seus jovens talentos?), a equipe alemã foi totalmente dominada pelo refinado toque de bola de Iniesta, Xabi Alonso e Xavi, parecendo totalmente imobilizada. O primeiro chute da Alemanha aconteceu aos 30 minutos de jogo- muito pouco, quase nada, para um time que impressionou o mundo como que já se chamava de “futebol total”.
E, curioso, gol que levou a Espanha à finalíssima diante da Holanda, nasceu da forma que não se esperava: de cabeça, escorando com fúria a bola que veio de um escanteio, através de Puyol: este jogador, já com 32 anos, tem apenas l metro e 78 de altura- o que parecia pouco para subir mais do que os jovens e grandalhões zagueiros alemães.
Nada mais justo para quem soube procurar o ataque e jogar melhor.



terça-feira, 4 de maio de 2010

Nossos filhos e o "bullying"

O bullying sempre existiu embora mitigado pelos tempos de outrora (menos permissivo) mas, hoje tornou-se uma verdadeira ameaça social. O "bullying" é éum termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Problema maior acontece com as crianças e adolescentes pois, está entranhado nas escolas, donde à prática é muito mais constante. Na maioria dos casos os pais não sabem (ou fingem não saber, o que agrava a situação). É preciso a sociedade reagir contra esssa praga, os pais deveriam acompanhar mais de perto seus filhos, saber de seus comportamentos internos e extra escola. Com quem seus filhos se relacionam na rede mundial de computadores, e quem são seus "amiguinhos". O bullying é uma ameaça a sociedade e os pais são os grandes culpados.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Obnubilado


Geraldo Carneiro -aquele do carnaval da globo, sósia do Welligton Salgado- me presenteou com uma das coisas que eu mais detesto, uma palavra alienígena. Sim alienígena, mas, ao meu pobre vocabulário, que dia após dia venho tentando contribuir para a sua melhoria. Obnubilado foi a pérola que Geraldo me entregou, como se meu consciente assim entendesse, anota, e vai ao dicionário descobrir, teimosamente não fui, resultado, aqui estou procurando a etimologia de tal palavra.
Pensava, obnubilado não deve ser nada demais, ou seria? Meu deus, mas que diabo será obnubilado? Curiosamente não fui ao Houaiss, muito menos ao tradicional Aurélio carinhosamente conhecido como pai dos burros, preferi me corroer, me ressentir, tentar descobrir o que significaria obnubilado afinal, não é possível, obnubilado, devo ter entendido errado.
Como não conseguir dormir direito, após acordar obnubilado pois, dormi pouco e não encontrava meus óculos recorri ao meu bom e velho dicionário Houaiss e finalmente me socorri. E quanto a você Geraldo Carneiro obrigado, muito obrigado por mais uma rica palavra em meu vocabulário. Obnubilado, eu mereço viu!
http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=obnubilado

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

1808

Um dia no Rio de Janeiro que recebeu o príncipe Dom João

Texto Mary del Priore
Quando os Braganças desembarcaram no Rio de Janeiro, a cidade era um dos portos coloniais mais bem localizados do mundo. As facilidades de intercâmbio com a Europa, América, África, Índias Orientais e as ilhas dos mares do sul indicavam um grande elo de união entre o comércio das variadas regiões do globo.
Apesar das fantasias sobre as belezas naturais e riquezas, para quem chegasse a esta parte do planeta a realidade se impunha rapidamente. Havia, sim, o impacto positivo da paisagem da baía de Guanabara, amplifi cado pelos meses de longa viagem. Mas o exotismo passava longe da realidade urbana. No Rio, tudo era horrivelmente sujo!, fétido e abandonado. Cercado de mangues e charcos, o burgo sofria com a falta dágua e de higiene.
Era pelas ruelas estreitas, por praças sem decoração, por caminhos cheios de mato que o cotidiano de seus habitantes se construía. Na massa anônima, origens e cores se misturavam e também línguas, atividades, crenças e idéias. Gente e coisas, objetos e pessoas se acotovelavam como nunca dantes o fizeram entre nós.
Os moradores reagiram aos desafios das portas que se abriam para o mundo, construindo um singular cosmopolitismo tropical. Cosmopolitismo de longa data, pois Gilberto Freyre já identifi cara, no dia-a-dia dessa gente, traços orientais cuidadosamente trazidos pelos portugueses de suas viagens às Índias.
Os imensos guarda-sóis que abrigavam do calor, os palanquins a se arrastar pelas ruas, a esteira como espaço de descanso, as mulheres cobertas dos pés à cabeça por capas escuras, as casas caiadas de branco com beirais arrebitados, o hábito de empinar papagaios, o gosto pelos espetáculos pirotécnicos. Enfim, o porto carioca ainda cheirava ao Oriente das grandes descobertas quando a família real aqui desembarcou.
A repetição marcava a construção dos moradores da corte: Bem cedo, às 5 horas, começa o espetáculo. Primeiro, um retumbante tiro de canhão da ilha das Cobras estremece as janelas e obriga-me a despertar conquanto a escuridão ainda seja total. Às 5h30, um corneta da guarda policial, vizinha, soa a alvorada de maneira dissonante! Logo a seguir badalam os sinos por toda a cidade, especialmente os da Candelária, tão ruidosa e demoradamente como se quisessem acordar os mortos (...). Às 6 horas em ponto passam os presos a buscar água, rangendo as correntes. Os papagaios, de que as redondezas estão cheias, soltam seus gritos estridentes e, antes mesmo das 7 horas, a ralé dos cangueiros e vendilhões já está de pé a tagarelar e berrar, conta-nos o viajante Ernest Ebel.
O mesmo horário rígido marcava, também, o dia-a-dia dos ambulantes. As vendedoras de café saíam às ruas às 6 da manhã e permaneciam até as 10. Os vendedores de capim paravam de circular também às 10 horas e daí para a frente só exerciam suas vendas na praça do Capim. As vendedoras de pão-de-ló tinham de fazê-lo antes da ceia, ou seja, do almoço.
Impressionava o número de negros escravos e livres circulando pelas ruas, dando aos forasteiros a impressão de ter desembarcado na África. Entre eles, ranchos de audaciosos capoeiras cruzavam a Candelária com paus e facas, exibindo-se num jogo atlético apesar das penalidades impostas chibatadas aos escravos que capoeirassem. Não era uma massa uniforme. Nela, os indivíduos se identificavam pelos sinais de nação, talhos e escarificações no corpo ou na face, os cuidadosos penteados que denotavam estado civil e pertença a determinado grupo, o porte de amuletos, jóias ou chinelas.
Toda uma sonoridade, hoje desaparecida, identificava as formas de trabalho que enchiam as ruas a cantilena melancólica dos carregadores de vinho, as estrofes monótonas dos escravos que transportavam café, o canto cadenciado dos prisioneiros em tarefas forçadas. Por cima de tudo, o som contínuo dos sinos lembrava que cabia à Igreja, tanto quanto ao trabalho, mediar a passagem do tempo.
Às 6 horas, era o Angelus. Às 12 horas, anunciava-se que o demônio andava à solta. Melhor rezar... Às 18 horas, eram as ave-marias nas esquinas, frente aos oratórios, caso se estivesse na rua. Tantos toques para um enterro, outros tantos para um nascimento. Ao peditório em altos brados dos mendigos, se juntava aquele dos irmãos de confrarias, com bandejas de esmolas e imagens de santos à mão, numa cacofonia sem fim. Sons e gente marcavam o cotidiano do qual os Braganças começaram a fazer parte em 1808.

Fonte: http://super.abril.com.br/revista/251/materia_revista_275304.shtml?pagina=1

sábado, 30 de janeiro de 2010

Copa, prefiro meu time!

Alguma reflexão e muitas leituras sobre o tema (ou seria ao contrário?) permitem um afirmação ousada, quase uma heresia: a Copa do Mundo é muito legal, mas é uma droga.
Ousada, mas não original.
Antonio Carlos Jobim vivia dizendo, quando morava nos Estados Unidos, que "Nova York é muito bom, mas é uma merda. Já o Brasil é uma merda, mas é muito bom".
Igual a Copa do Mundo.
A cada quatro anos curtimos esperá-la e vivê-la, como se fosse o dia do Natal da nossa infância.
Só que não é ou cada vez é menos.
De grande festival de futebol que sempre foi, cada vez mais a Copa do Mundo é um megaevento no qual o futebol é mero detalhe.
Incomparavelmente mais gostoso é o campeonato local, é o jogo do time da gente.
A Copa do Mundo está tão edulcorada que, pela primeira vez na vida, ouvi o hino brasileiro longe do país e não me emocionei.
Nosso time parecia de plástico, a bola parecia de plástico, o gramado parecia de plástico e alguns estádios, de fato, eram de plástico, ou quase. Deslumbrantes, como o de Munique, mas frios, gelados, nada acolhedores, nada calorosos.
E olhe que os alemães fizeram tudo para serem hospitaleiros.
E foram exemplares.
Mas tem alguma coisa fora da ordem nas Copas do Mundo.
Ostentação, novo-riquismo, palco de emergentes, limusines, ternos e gravatas de grife, maus bofes, bochechas vermelhas de calor, não de pudor. E uma torcida esquisita.
Talvez por isso Zinedine Zidane tenha dado uma cabeçada mais que simbólica, menos no peito italiano que o ofendera, mais na hipocrisia disso tudo.
Um basta na artificialidade de um evento que foi celebrado em nome da tolerância racial, mas que não tinha negros como treinadores, exceção feita ao de Angola.
Porque o técnico da Costa do Marfim era um branco francês, o de Gana um branco sérvio e o de Togo um branco alemão.
Árbitros negros, em mais de duas dezenas, apenas dois, um da Jamaica e outro de Benin.
Negro no alto comando da Fifa?
Com visibilidade, nenhum!
A Copa do Mundo não é mais o Santo Graal, que o digam nossos jogadores na Alemanha.
Não se luta mais por ela como se por um prato de comida, porque estão todos bem alimentados, felizmente. Alguns até gordinhos.
Diferentemente de Tostão e igual a Xico Sá, a Copa do Mundo me seduz cada vez menos, pois é cada vez menos um palco da boa competição e cada vez mais um balcão de negócios, nos quais o que vale é vender a próxima atração, porque a em curso já está vendida. E bem.
Daí, por vendida, dane-se o espetáculo, danem-se os atletas em fim de temporada, dane-se o calor terrível, dane-se se os jogos precisarem ser ao meio-dia, como no México e nos Estados Unidos.
Porque sempre haverá uma multidão, não necessariamente de amantes do futebol, mas da festa que se faz em torno dele, para canalizar seus sentimentos nacionalistas em torno de uma Copa.
Eu ainda gosto mais do meu time.
(Publicado na “Folha de S.Paulo” de 24/07/2006)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Dalva e Herivelto

Sou um crítico contumaz de alguns programas de televisão pois, ou acho-os sem graça- como por exemplo Zorra total, Programa do Tom, Casseta e Planeta entre outros tantos- ou desagregadores como algumas novelas e os reality shows. Mas, quero dessa vez elogiar a Globo pela minissérie "Dalva e Herivelto uma canção de amor" foi muito bom conhecer o nosso riquissímo cancioneiro- que alguns desconheciam até pela incompatibilidade de idade e de gêneros- e nossos maravilhosos cantores e compositores.
Viajamos por duas, quase  três décadas de ouro do rádio, onde se fazia música com amor sem interesses ecônomicos, onde se compunha após uma briga, um ciúme, ou um desamor. Tudo era poesia, tudo era amor. Acredito que o rádio perdeu muito de sua magia com a vinda da televisão, afinal uma imagem vale por mil palavras- quem dirá José Roberto Arruda- mas, nos deixou uma riquíssima história que deverá ser contada e recontada mais vezes. O Brasil enterra seus ídolos e os esquece.
Também nos próximos meses será lançado um filme com a trajetória de Wilson Simonal que segundo me falam os que bem o conheceram foi o primeiro Show Man brasileiro, mas isso é para uma próxima vez. Quanto a Dalva e Herivelto vale a pena ouvir "ave maria do morro" pois, Lá não existe,  felicidade de arranha-céu,  pois quem mora lá no morro, já vive pertinho do céu...uma crítica com todo o amor.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Então é Natal, e o que vc fez?

Na música de Wilson Pain essa frase é a que me faz refletir quanto ao meu ano, então é natal que vc fez? O que eu fiz no ano que está acabando? Essa também deve ser sua reflexão nesse momento, sendo ou não, quero desejar-lhe feliz natal e um próspero ano novo, ficarei dez dia me preparando para o ano que virá para quem sabe, eu possa dizer o que  realizei. Segue o Link da música na voz marcante da Simone para ouvir e refletir.
Boas Férias e próspero ano novo

http://www.youtube.com/watch?v=33BC9MsFUpo